Palestras

Em construção. Mais informações em breve.

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Antoine Bechara é professor da University of Southern California e expoente mundial da pesquisa em tomada de decisão. Seus estudos buscam compreender os processos neurais subjacentes à forma como fazemos escolhas, além de integrar a neurociência da decisão ao vício e a campos de estudo como o marketing e a economia.

 

 

 

 

 

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Pekka Räsänen é pesquisador e um dos diretores do Instituto Niilo Mäki, o maior e mais influente centro de desenvolvimento e pesquisa em transtornos de aprendizagem da Finlândia. Suas atividades de pesquisa vão desde estudos longitudinais e de avaliação dos transtornos de aprendizagem até diversos tipos de intervenções, inclusive computadorizadas. Ele desenvolveu os testes de desempenho matemático padronizados extensivamente utilizados na Finlândia, bem como programas de intervenção precoce e em idade escolar.

 

Resumo da palestra:

O que é específico nas Dificuldades de Aprendizagem Específicas da Matemática (DAEM)?

Ter bom domínio dos números é considerada como uma das habilidades fundamentais necessárias na sociedade moderna guiada pela tecnologia. O último relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OECD (2013) afirma que “A forma como vivemos e trabalhamos mudou profundamente – bem como o repertório de habilidades que precisamos para participarmos e aproveitarmos ao máximo nossa sociedade hiper-conectada e cuja economia torna-se gradualmente mais complexa”. As sociedades investem muito em educação e têm resultados variantes. Reformas no processo de ensino e aprendizagem da matemática têm surgido uma após a outra. A mais nova tendência é a “Neurociência educacional”.

Uma discrepância entre as oportunidades de aprendizado de uma pessoa, suas habilidades gerais e performances ruins na matemática tem intrigado pesquisadores. Um raciocínio comum tem sido o de que tal dificuldade para aprender tem relação com o cérebro. Entretanto, a excessiva variabilidade das habilidades matemáticas entre indivíduos levanta a questão: as diferenças individuais seriam fruto de processos cerebrais específicos ou uma variação em habilidades cognitivas mais gerais, ambientes de aprendizagem ou mesmo práticas educacionais poderiam explicar o fenômeno?

Os recentes avanços em metodologias de pesquisa, especialmente em neuroimagem e modelos estatísticos, têm aberto novas janelas para analisar as hipóteses diretamente relacionadas ao cérebro. Tais janelas mostram diferentes horizontes a respeito das Dificuldades de Aprendizagem Específicas da Matemática (DAEM). A partir de uma das perspectivas, as DAEM parecem um construto unitário com sintomas muito específicos no início processamento numérico. Essa visão tem sido mais comum nas pesquisas de neuroimagem. As outras perspectivas mostram um complexo onde incontáveis fatores, desde a genética até experiências de aprendizagem, contribuem para essa grande variabilidade de habilidades individuais. Essa visão tem sido mais comum em estudos de abordagem educacional, comportamental e cognitiva.

Em minha apresentação, abrirei algumas dessas janelas com exemplos tanto da neuroimagem funcional quanto de estudos longitudinais. Nós precisamos de respostas para a pergunta-chave “o que é específico nas Dificuldades de Aprendizagem Específicas da Matemática (DAEM)?” para sermos capazes de desenvolver nossa educação e intervenções para um melhor aprendizado.

 

 

 

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Irene C. Mammarella é pesquisadora do Departamento de Psicologia do Desenvolvimento e Social da Universidade de Padova, na Itália.

 

Resumo da palestra:

Transtorno não-verbal de aprendizagem: Critérios de diagnóstico e perfil neuropsicológico

Quase 50 anos depois, ainda não há consenso em relação aos critérios para diagnosticar crianças com Transtorno não-verbal de aprendizagem (TNVA). Como consequência, além do problema não ser incluído nos sistemas de classificação clínica, a pesquisa e a prática na área não têm sido desenvolvidas adequadamente. Entretanto, na literatura psicológica tem havido um esforço significativo entre os pesquisadores a fim de identificar um grupo de crianças que sofrem com dificuldades visuoespaciais, no rendimento acadêmico e no âmbito social. Critérios de diagnóstico serão discutidos nessa apresentação. Ademais, uma revisão de pesquisas neste campo será apresentada com atenção especial para o perfil neuropsicológico e desempenho acadêmico de crianças com TNVA.

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